
Há algumas semanas, na última sexta-feira santa (22 de abril), perdi uma pessoa muito próxima, a mais próxima em todos os meus 18 anos. Ainda hoje, de repente as lembranças desse dia veem a minha cabeça nitidamente, são essas que quero e não esqueçer. Então fiz um texto no dia, pois as lembranças do meu avô forte, quando eu era mais nova, vieram à tona. Então dedico esse texto à ele.
Primeiro vem o choque, você para e não consegue se mexer.
Depois vem uma vontade incontrolável de chorar.
O dia amanheceu com sol, para mim começou escuro.
Raios de sol na minha pele batem, mas nem consigo sentí-los.
Hoje é um dia de luto para o mundo, mas para mim, não há luto maior pela perda que passei.
O dia foi muito longo, como a tua caminhada pela Terra.
E assim como as últimas horas antes de partir completamente, os últimos anos foram cada vez mais dificeis.
O silêncio em tua face revela serenidade, enquanto o meu silêncio revela tristeza no momento, e a saudade que sentirei depois.
Tristes estamos por ter ido embora de nossas vidas, mas aliviados pois o sofrimento foi embora para deixar-te descansar.
Ainda sinto vontade de chorar às vezes, pois o amava e sempre fizeste parte de minha vida.
Agora, quando a dor passar, em seu lugar ficará a saudade, e sentirei até o dia em que nos encontrarmos de novo.
Na mesma semana em que comemorei com muita alegria , também chorei de muita tristeza. Queria vê-lo bem de novo, entre nós, mas os anjos preferiram levá-lo. Agora, sei que está bem, não em presença, mas olhando por nós.
Na mesma semana em que comemorei com muita alegria , também chorei de muita tristeza. Queria vê-lo bem de novo, entre nós, mas os anjos preferiram levá-lo. Agora, sei que está bem, não em presença, mas olhando por nós.
Lembranças lindas que tenho e são essas que ficarão, era ótimo avô, pai, irmão, marido, tio. Para todos nós, um coração bom.
Foi muito difícil para o meu coraçã0 dizer adeus, mas enquanto houver um coração que chora, fica dificil dizer adeus, então eu digo, até logo.
(22/04/2011)